6.22.2006

Problemas que não sei o que são

As pessoas começam a preocupar-me...
Não há uma perspectiva sentida
Não há vontade de descobrir nada

Anda tudo na pasmaceira
num turpor irritante que corrompe
Confunde-se anestesia com prazer

E revoltam-se multidões novamente
que nunca chegam a gritar na rua
Fazem-se greves em vez de sonhos

Grito, abraço, magouo-me, amo e volto a cair
Penso em todos os amigos que perdi
relembro tudo com tanto detalhe
que me apercebo que a frustração
é produto das memórias que tenho

Falta-me aprender a esquecer.
Sinceramente acho que nunca vou conseguir...

8 comments:

Anonymous said...

amigo, nao te prendas a um passado,vive o agora, saboreia cada momento da tua vida,entrega-te ao que amas, nao vivas à procura de uma resposta vive apenas...guarda no coração puro que tens, os amigos que se foram e entrega-te aos que tens agora...olhar para tras nao nos devolve o passado e tambem nao nos deixa viver o presente...arrisca,entrega-te,sorri,sonha,vive,ama...
nao deixes de ser quem és Manel...
silenciosamente a olhar por ti...tejá

au.rora said...

Já estás em Londres?
Queres combinar qq coisa?
:D

chiquita banana said...

Acho que o grande problema, pelo menos daqueles que como nós não tiveram que lutar pelo direito de existir, está na maneira como se vê a vida:todos estamos a tirar um curso ou já tirámos, todos queremos uma casa (cada vez maior e melhor), um ou dois carros, um trabalho a tempo inteiro com um óptimo ordenado...porque sim e muitas vezes sem pensarmos no que realmente é importante.Não há só uma maneira de viver a vida!

Anonymous said...

Em concordância e compreensão, face a este e sobretudo a outros posts anteriores, a ajuda do mestre O'Neill:
"...repetir os milagres é uma tentação bem humana. Mas não esqueçamos, clique!, bons amigos, que a arte é desregra permanente. uma fórmula na mão só nos garante que seremos capazes de nos repetir ad infinitum para os basbaques, a começar pelo basbaque que há em nós. Uma fórmula não abre caminhos; fecha caminhos. Deixem que cada um dos vossos momentos felizes não se repita mais."

Um abraço

ana said...

escultor oficial? ja? da me um toque manel. ando cheia de trabalho e nao encontro o teu numero novo. temos muita coisa p contar ao vento! saudade.

Manel said...

Desculpem a falha de dois ou três dias mas estive a empacotar tudo. Guardar as caixas todas e tentar despedir-me e partir convenientemente da cidade que me ajudou a acreditar no concreto durante os últimos 3 anos.
Desculpem-me Ana e Aurora mas não tenho hipótese de estar com vocês para já. Comecei a minha temporada de verão Português hoje às 21. Estarei de volta mais cedo do que imaginam à procura de quarto e de um carro a cair de podre (ao contrário do que pensa a chiquita banana não tenho ambições materiais - preciso do quarto para dormir enquanto faço o mestrado e da carripana, estilo cangoo, descartável para transportar trabalho e objectos que vou encontrar). Espero que o carro não seja tentar esticar demais a massa, mas nunca se sabe, talvez dê se fôr bem sovada...

chiquita banana said...

O meu comentário(mal interpretado/mal escrito) não era sobre ti!
Era sobre a primeira parte do teu poema(era um poema não era?), sobre as pessoas em geral, sobre mim e a maneira como tento encarar a vida.
Desculpa se te ofendi!

Mas é sempre dificil fugir das ambições materiais...

Anonymous said...

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